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Convibra Conference - Considerações teóricas sobre o eixo presença e reconhecimento do instrumental APEGI (Acompanhamento Psicanalítico de Crianças em Escolas Grupos e Instituições)
Considerações teóricas sobre o eixo presença e reconhecimento do instrumental APEGI (Acompanhamento Psicanalítico de Crianças em Escolas Grupos e Instituições)

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Infância, juventude e clínica

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AUTORIA

Larissa J. R. Paula Cagnani , Sabrina Vicentin Plothow

ABSTRACT
Este estudo tem como objetivo trazer considerações teóricas sobre o eixo presença e reconhecimento de sujeito do APEGI (Acompanhamento Psicanalítico de Crianças em Escolas Grupos e Instituições), com uma explanação sobre a noção de sujeito para a psicanálise, conceito que estrutura todos os eixos deste instrumental.
O sujeito do inconsciente foi formulado por Lacan como um lugar, uma função, que denuncia um desejo desconhecido pelo Eu. Em sua obra, o mesmo formula que o sujeito se constitui através da linguagem, pois o sujeito inconsciente é efeito do campo da linguagem e só existe neste.
Consideramos que a noção de sujeito se refere ao modo com que este se põe no mundo, pois trata-se de sua verdade inconsciente que o coloca no campo da linguagem. Para um sujeito se constituir, é preciso que haja a aposta em sua existência através da suposição de sua presença, ainda que seja uma possibilidade futura, fazendo com que ele seja um ser único no mundo e se abram oportunidades para que o sujeito apareça. Quando a mãe antecipa a presença de um sujeito em seu bebê, ela permite que este de fato se constitua.
O momento em que se faz possível acompanhar a criança com o uso do APEGI será por volta dos seus três anos, no qual ela não é mais um bebê e já se deram alguns operadores essenciais para sua constituição subjetiva. Assim,  espera-se  que  seja  possível  apreender  na  criança  aquilo  que  é  dela enquanto  sujeito  e  como  ela  se  posiciona  no  campo  do  Outro.  Essa  apreensão  se  faz possível tanto nos momentos exclusivos com a criança, onde pode-se notar a presença de um sujeito, quanto através do que é dito pelos outros sobre a criança, que é imprescindível para  o  sujeito.  Assim,  dialeticamente,  a  presença  de  um  sujeito  é  o  que  permite  ser reconhecido como tal e seu reconhecimento sustenta a presença de sujeito.

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