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Convibra Conference - Incidências da Patologização no Sujeito Adolescente
Incidências da Patologização no Sujeito Adolescente

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Infância, juventude e clínica

Temas Correlatos: Infância, juventude e clínica;

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AUTORIA

Mauro Vassoler Junior , Ariana Lucero

ABSTRACT
A questão desta pesquisa surgiu de uma experiência em um programa de extensão da UFES que atua em um CAPSi. Mediante a participação em oficinas terapêuticas com adolescentes, nas quais estes se apresentavam primeiramente por seu transtorno, ocorreu uma interrogação sobre a patologização, escrita da seguinte forma: qual o efeito para o sujeito no tempo da adolescência da identificação a um diagnóstico?
Estudando os desafios psíquicos do sujeito em seu encontro com o real da puberdade, nota-se que diante do adolescer, em que a falta de saber se torna angustiante, pois os referenciais simbólicos e imaginários falham, o sujeito se posiciona de modo singular e encontra sua maneira de fazer essa passagem, sendo a adolescência considerada uma resposta sintomática à puberdade (STEVENS, 2004).
Na contemporaneidade, as respostas dos adolescentes frente à puberdade têm sido lidas pelo campo social através dos diagnósticos psiquiátricos (ROSA; CARMO-HUERTA, 2020), o que configura um crescimento do fenômeno da patologização. Esse é um dos lugares que o adolescente tem encontrado no Outro social, pois, por meio da identificação ao rótulo de uma doença, ele pode criar um saber sobre si.
Essa identificação tem sua face positiva, na medida em que possibilita a formação de grupos, por meio de algo em comum que se encontra inconsciente (FREUD, 1921/2011). Os coletivos contribuem com a travessia da adolescência, pois nesse tempo da constituição o sujeito busca novos ideais para se ancorar. Ademais, dar um nome ao que se apresenta sob a forma de crise pode aliviar a angústia do jovem e de seus familiares.
Contudo, é preciso ir além disso, pois manejar a clínica por meio do transtorno inviabiliza que o sintoma seja assumido pelo sujeito, que pode não encontrar um modo singular de atravessar a adolescência. A clínica deve, portanto, ir do sintoma que se manifesta na massa ao sujeito – que só pode se diferenciar na medida em que lhe é facultado falar e construir sua própria história.

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